A ARTE EM UMA TELA É COMO UM PÁSSARO PRESO EM UMA GAIOLA.
A arte trancafiada num quadro ou perdida nas folhas de um caderno velho exala um cheiro de morbidez, cheio de insignificância. Um cheiro que não fede e tampouco cheira. De que serve a arte se algemas a impedem de tocar e abraçar alguém? De que serve uma ponte interditada? De que serve um ato sem um impacto?Não importa o tamanho do teatro ou da sua TV Full HD, a rua sempre será o melhor e maior palco e museu; a arquibancada ambulante mais democrática, que não faz distinção de classe social, nível de melanina, gênero, idade, religião, orientação política ou sexual. A rua é livre!……..exceto pelos muros que cerceiam nossos horizontes. Se eles são partes intrínsecas e inevitáveis da atual sociedade individualista regida pela escassez e pelo medo, por que não pintá-los com novos horizontes que nossos olhos almejam contemplar? Ação direta e simbólica!
Experiências alquímicas inspiradas pelo desejo de reapropriação e ressignificação do espaço público através da subversão artística. Impulso natural de negar as linhas e prisões imaginárias que alimentam a apatia dos seres automatos que marcham correndo como hamsters nas rodinha de suas respectivas gaiolas pessoais.
Massacrados por cartazes publicitários coativos, nasce a busca de um contraste que saliente as frágeis estruturas e rupturas do status quo. Minas estrategicamente localizadas nas grades das prisões, tendo como alvo a rotina, a mesmice e a alienação cultural.
(via morena-praiera)